788113967902392 Casal de artistas de circo que se conheceu nos picadeiros de SC

Horários dos Shows

Terça à Quinta:

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Sexta 

16h00 e 20h00

Sábado

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Domingos e Feriados:

16h00 e 19h00

Casal de artistas de circo que se conheceu nos picadeiros de SC


Conhecer novas culturas, culinárias e idiomas. Esse era o desejo da bailarina Bianca do Santos Palheta, que aos 14 anos se mudou de Belém para Joinville para cursar balé na escola Bolshoi. Aos sete anos ela já sonhava em viver da dança, e aos 18 estava formada pela única filial do famoso teatro russo no Brasil.

Com a formação em dança contemporânea concluída, a jovem conseguiu seu primeiro emprego no parque Beto Carrero, onde conheceu o namorado, o catarinense Alex Domingos Santiago, 28 anos, que já trabalhava há quase uma década como acrobata no local. Natural de Penha, Alex se uniu ao sonho da namorada e, em uma passagem do circo Tihany por Santa Catarina, os dois resolveram fazer audições para conseguir uma vaga entre os artistas.


– Quando eu vi o circo, vi essa oportunidade. Estive em várias apresentações do Tihany e falei: eu quero trabalhar aí. Foi o primeiro circo que eu vi. Ele passou por Joinville e eu fui ver, depois foi para Balneário Camboriú e assisti mais vezes. Em Balneário fui selecionada para fazer a audição. Foi bem difícil, mas conseguimos passar e já estamos há três anos aqui – comenta Bianca, hoje com 22 anos.

Alex também começou cedo. Aos 15 já estudava para se tornar um acrobata. Para ele, o trabalho é mais do que prática.

– Você tem que nascer com o dom, mas é claro que estudei bastante. Comecei fazendo circo escola e logo já estava trabalhando.

A atmosfera que envolve uma lona circense encanta o acrobata, que garante que vê o seu trabalho como uma diversão.

– Temos a rotina de vir aqui trabalhar e fazer o mesmo espetáculo. Mas eu não vejo como um emprego normal, é mais uma diversão. Não tem rotina. Cada dia que subimos no palco é uma emoção diferente, é um sorriso diferente que você vê, é uma criança batendo palmas para você – conta.

Só em 2018, o casal já passou por sete cidades e dois países se apresentando com o circo que conta hoje com 50 artistas. Diferente dos tradicionais, no Tihany os artistas ficam hospedados em hotéis, o que dá mais liberdade e conforto.

– Ficamos em hotel com todas as mordomias. É muito aconchegante – comenta Bianca, que aproveita o tempo livre para conhecer as cidades e também para treinar, já que é isso que lhe garante um bom rendimento no palco.


Apesar disso, a distância da família ainda pesa quando colocam na balança os prós e contras de viver como um nômade.

– A falta da família é o que mais dói. Quando deixamos uma cidade também ficamos com o coração apertado de deixar amigos com quem construímos uma relação.

O fato de manterem um relacionamento os ajuda a ter planos mais longos no circo. A média entre os artistas é um ano em turnê, mas o casal já está há três e sem planos de deixar o espetáculo em breve.

– Ainda vamos continuar mais um tempo, depois o objetivo é montar uma escola para ensinar outras pessoas, aproveitar essa ampla bagagem que estamos adquirindo. E, claro, também temos aqueles sonhos clichês de ter casa e filhos – conta a bailarina.

A passagem do circo pelo Estado deixou o catarinense Alex contente em rever a família. Em turnê eles recebem cinco semanas de férias após um ano de trabalho e costumam retornar para suas cidades de origem.


– Foi muito legal quando eu soube que viríamos para Santa Catarina. Passamos antes em Itajaí, que é mais perto de Penha, e fiquei muito feliz. Minha família sempre vem pra cá. É muito bom estar perto de casa.





Materia completa em: https://www.revistaversar.com.br/circo-tihany-florianopolis/

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